sábado, 20 de dezembro de 2008

ALGUMA COISA ACONTECE NO MEU CORAÇÃO...

CRUZAMENTO DA AVENIDA IPIRANGA COM A AVENIDA SÃO JOÃO - SP

Sampa

Caetano Veloso

Composição: Caetano Veloso

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa


ROGÉRIO EM SAMPA! (julho de 2008)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O RESGATE DA HISTÓRIA (A MAIS BONITA ENTRE TODOS OS GRANDES CLUBES BRASILEIROS)

Foto tirada por mim no Estádio do Mineirão, quando assisti pela primeira vez um jogo do Vasco em um estádio de futebol. Novembro de 2006.


A História reescreve o orgulho de ser vascaíno

Francisco Kronemberger

Nélson, Mingote e Leitão; Arthur, Braulio e Nolasco; Paschoal, Pires (Dutra), Bolão, Torterolli e Negrito. Técnico: Ramón Platero.

Qual a impotância desse time para a história do Vasco?

Não, não são os jogadores que venceram o Campeonato Sul-Americano de 1948, tampouco participaram de um Campeonato Brasileiro, muito menos estavam vivos para verem a América ser nossa pela segunda vez em 1998.

Esse foi o time que deu ao Vasco o título da 2ª divisão do Campeonato Carioca.

Sim, o Vasco já disputou a segundona carioca, contra potências como Palmeiras (?), Carioca (??), Mackenzie (???) e Mangueira (!).

Viemos de baixo.

Não nascemos de nariz em pé, não somos filhos da aristocracia carioca.

Somos o time dos negros, dos operários, daqueles que não podiam jogar futebol por não ter um sobrenome inglês, por não ter a pele alva européia ou simplesmente por não ter dinheiro.

Esse time de excluídos ascendeu à primeira divisão e logo em seu ano de estréia fez história, conquistou o título, arrebatou corações e deixou a elite futebolística indignada…

“Como assim um time de ‘inferiores’ vem jogar o nosso campeonato, nos nossos estádios e sai campeão???”.

Fomos impedidos de disputar o Campeonato Carioca do ano seguinte.

Motivo alegado: não tínhamos um estádio. Motivo verdadeiro: preconceito.

E eis que esse time resolve fazer história novamente.

Sua torcida se une, faz uma campanha de arrecadação e constrói em pouco tempo aquele que seria o maior estádio da América Latina até a construção do Maracanã: o Estádio de São Januário, o nosso Caldeirão.

Poucos clubes no mundo podem se orgulhar de ter uma história tão bonita de luta, superação, respeito e amor.

Muito mais podemos tirar dessa nossa bela história, mas escolhi esses dois momentos pois eles não saiam da minha cabeça após o jogo contra o Vitória.

Meu sentimento é que nós, torcedores, andávamos meio adormecidos, quietos, nossa história andava esquecida no meio de tantas mazelas que assolaram nosso amado Vasco nos últimos anos.

Quis o destino que fosse preciso passar por uma provação como a que passamos nesse Campeonato para que retomássemos nossa devoção ao clube, que trouxéssemos o Vasco de volta às suas origens: o Vasco é da torcida, aquela mesma que se encantou com o time do subúrbio que não tinha estádio e que se uniu para construí-lo.

Fim do jogo, Vasco rebaixado à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.

Eis que o caldeirão outrora lotado vê parte do público ir embora.

Mas alguns teimavam em não sair, eu e meu pai entre eles.

Olhavam para o campo, para as arquibancadas, para a social, para a capelinha de Nossa Senhora das Vitórias, buscando no olhar do outro um conforto, uma esperança, um sentimento de irmandade.

E eis que de repente o então frio Caldeirão se ascende e o Hino que me faz arrepiar a cada vez que ouço é entoado aos milhares: VAMOS TODOS CANTAR DE CORAÇÃO, A CRUZ DE MALTA É O MEU PENDÃO!

E naquele canto, naquele orgulho de ser vascaíno, meus olhos se enchem d’água. Somos muitos, somos milhões, somos irmãos unidos no amor ao Gigante da Colina.

E naquele momento pensei nos jogadores que em 1922 escreveram um capítulo importante na gloriosa história do Clube de Regatas Vasco da Gama.

Viemos da segunda divisão e nos deparamos novamente com ela.



Nesse ano de resgates para o Vasco (o resgate da democracia, o resgate da torcida, o resgate do orgulho de ser vascaíno) não fomos rebaixados, mas sim fomos levados a revisitar uma parte esquecida de nossa história. Viemos de baixo para nos tornarmos gigantes.

E essa volta às origens certamente fará o gigante adormecido acordar ainda mais forte!

E nós, torcedores, tal qual nossos predecessores da década de 20, temos a missão de reconstruir São Januário…

Que nosso Caldeirão ferva a cada jogo na dura jornada de 2009.

Que cantemos ainda mais, que vibremos ainda mais, que nos unamos ainda mais!

Que possamos juntos reconduzir o Gigante ao caminho dos títulos!

Saí de São Januário com um sentimento estranho.

O Vasco fora rebaixado, mas mesmo após uma tristeza profunda eu sorri.

Não conseguia parar de pensar na nossa linda história, na luta contra o preconceito, na construção de São Januário, no amor incondicional que vi em cada olhar, em cada lágrima derramada no estádio.

E uma imagem não saía da minha cabeça: uma faixa com a frase que dá título a este texto. A história reescreve o orgulho de ser vascaíno.

E esse sentimento não pode parar nunca.

Hoje levei minha camisa do Vasco para o trabalho e pendurei na minha cadeira.

Fui jogar minha pelada devidamente uniformizado e ainda passei pela academia, sempre com a cruz no peito. E a cabeça erguida. E a cada piada, a cada comentário “você é corajoso”, eu olhava pra cruz e a beijava. Reafirmava meu amor incondicional, minha certeza de que esta queda nos fará ainda mais fortes, ainda mais unidos, ainda mais vascaínos. E a cada beijo na cruz, lembrava de nossa história. E sorria.

Provavelmente me achavam louco os invejosos torcedores dos outros clubes, mas não estou nem aí.

Não há razão que explique o amor. Hoje eu olho para a cruz de malta ainda mais apaixonado por ela!


Grande abraço,
Francisco Kronemberger
.

Update do post: o link de onde saiu esse texto está aqui: http://extra.globo.com/blogs/futebol/post.asp?cod_post=145660

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

OUTRAS PESSOAS TAMBÉM ESCREVEM CARTAS DE AMOR...

Pode parecer ridículo esta história de coincidência, mas hoje de manhã publiquei um texto que há tempos queria publicar. Depois de postar descobri que um amigo que acompanha meu blog havia publicado horas antes um texto com o mesmo tema. E minha prima que também acompanha este blog postou um texto baseado no meu post anterior.

E baseado nisso publicarei os dois ao mesmo tempo dando continuidade ao post anterior...

Obrigado Dayanne e Tio Cajú!!!

Obs: Um não leu o texto do outro, para escreverem e postarem os seus rsrsrsr

O avanço tecnológico

Publicado no blog do Tio cajú:
http://arthurferreiratiocaju.blogspot.com/2008/12/o-avano-tcnolgico.html


O ridículo, o amor

Sim, o amor é ridículo...

Estar apaixonado é ridículo...

Cartas melosas, emails full time...

As mensagens, do tipo SMS, essas são as mais ridículas.

Rápidas, diretas (devido ao número de caracteres) e ridículas.

Os enamorados, enfeitiçados, loucos de amor – estes são ainda os mais ridículos.

Mas, como nos dizia o poeta – se as cartas de amor não fossem ridículas, não seriam, por assim dizer, cartas de amor. E então, o que seriam?

Mais adiante, novamente disse o poeta, - se nas cartas existe o amor, tem elas por obrigações serem ridículas.

Os amores, os amantes, os desejos, as paixões sempre se tornam ridículos.

No entanto, ridículo é quem não amou, quem jamais fora ridículo. A pequena, por sua vez, sim, já fora ridícula, e como fora ridícula.

Aliás, te pergunto, afinal, quem não queria ser ridículo ao menos uma vez...

Publicado no blog de Rose Dayanne:
http://ennayadsol.blogspot.com/2008/12/o-ridculo-o-amor.html

CARTAS DE AMOR...

Pode parecer ridículo, mas ainda escrevo cartas de amor...

Escreva uma carta meu amor

Roberto Carlos

Composição: Pilômbeta / Tito Silva

Meu amor está tão longe de mim
Meu bem não seja tão ruim
Escreva uma carta meu amor
E diga alguma coisa por favor


Diga que você não me esqueceu
E que o seu coração ainda é meu
Escreva uma carta meu amor
E diga alguma coisa por favor


O beijo que você me deu
Eu guardo até hoje no calor
Escreva uma carta meu amor

E mande outro beijo por favor


Álvaro de Campos
(Fernando Pessoa)
Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)


As Cartas Que eu Não Mando

Leoni

Composição: Leoni, Luciana Fregolente

Rio de Janeiro
Hoje é 23 do 3
Como vão as coisas
De mês em mês
Eu me sento pra escrever pra você

Eu reformei a casa
Você nem soube disso
Nem das outras coisas
Sabe eu tive um filho
Já faz tempo que eu me perdi de você

Guardo pra te dar
as cartas que eu não mando
Conto por contar
E deixo em algum canto

Vi alguns amigos
Tropeçando pela vida
Andei por tantas ruas
São estórias esquecidas
Que um dia eu quis contar pra você

Eu fico imaginando
Sua casa e seus amigos
Com quem você se deita
Quem te dá abrigo
Eu me lembro que eu já contei com você

E as pilhas de envelopes
Já não cabem nos armários
Vão tomando meu espaço
Fazem montes pela sala
Hoje são a minha cama
Minha mesa, meus lençóis
E eu me visto de saudades
Do que já não somos nós

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

GOD - A VOLTA DA MÚSICA BEATLE DO MÊS

Aqui havia um texto imenso sobre o aniversário de morte de John Lennon perdido devido a um problema técnico deste computador...

God (tradução)

John Lennon

Composição: John Lennon

Deus

Deus é um conceito
Pelo qual medimos
Nossa dor
Falarei de novo
Deus é um conceito
Pelo qual medimos
Nossa dor

Eu não acredito em mágica
Eu não acredito em I-ching
Eu não acredito em Bíblia
Eu não acredito em tarô
Eu não acredito em Hitler
Eu não acredito em Jesus
Eu não acredito em Kennedy
Eu não acredito em Buda
Eu não acredito em Mantra
Eu não acredito em Gita
Eu não acredito em Ioga
Eu não acredito em reis
Eu não acredito em Elvis
Eu não acredito em Zimmerman
Eu não acredito em Beatles
Apenas acredito em mim
Yoko e eu
E essa é a realidade

O sonho acabou
O que posso dizer?
O sonho acabou
Ontem
Eu era o tecedor de sonhos
Mas agora renasci
Eu era a Morsa
Mas agora sou John
Então queridos amigos
Vocês precisam continuar
O sonho acabou

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

MOMENTOS INESQUECÍVEIS DA FE 08 - UMA AVENTURA NO PÂNTANO!!!

Uma aventura no pântano!!!

Estrelando: Rogério, Luís Fernando, Luana, Gabriella e Ana Paula.

Como você contaria esta história???
Você pode contá-la. Comente!!!

























segunda-feira, 24 de novembro de 2008

TRILOGIA DAS HORAS - À TARDE EU QUERO DESCANSAR!!!

LIA FERNANDA

Vento No Litoral

Letra: Renato Russo
Música: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá

De tarde quero descansar, chegar até a praia
Ver se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras.

Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que eu tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção.

Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo.

E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
"-A vida continua e se entregar é uma bobagem."

Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim.
Quero ser feliz ao menos.
Lembra que o plano era ficarmos bem?

"-Ei, olha só o que achei: cavalos-marinhos."

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.

sábado, 22 de novembro de 2008

TRILOGIA DAS HORAS - MANHÃS DE MINHA VIDA!!!

Danielle Menon

Morning Of My Life (In The Morning) (tradução)

Bee Gees

Composição: Barry Gibb

Na manhã
Quando a lua está em seu descanso
Você vai me achar
No instante em que eu amo o melhor
Assistindo o Arco-Íris
Brincando com a luz do sol
Poças de água
Congeladas pela noite fria
Na manhã
É a manhã de minha vida

Durante o dia
Eu vou me encontrar com você como antes
Você vai me achar
Esperando no solo do oceano
Construindo castelos
No mover das areias
Em um mundo
Que ninguém entende
na manhã
É a manhã de minha vida
É a manhã de minha vida

Na manhã de minha vida
Os minutos ficam longos para deixá-lo passar
Por Favor seja paciente
Com sua vida
è só a manhã e você ainda
Vai viver seu dia

Na tarde
Eu vou te levar à lua
Para o topo
À mão direita no canto do teto de meu quarto
Onde vai estar
Até o amanhecer
Outro dia
Pra balançar nas linhas de sua roupa
Talvez eu esteja bocejando

na manhã
É a manhã de minha vida
É a manhã de minha vida

Na manhã
Na Manhã Na Ma.....nhã

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

TRILOGIA DAS HORAS - BOA NOITE!!!

PAOLLA FERNANDES

Good night (tradução)

The Beatles

Composição: Lennon/Maccartney

Agora está na hora de dizer boa noite
Sono de boa noite apertado.
Agora o sol apaga a luz dele
Sono de boa noite apertado.
Sonhe sonhos docemente por mim
Sonhe sonhos docemente por você.
Feche seus olhos e eu fecharei o meu
Sono de boa noite apertado.
Agora a lua começa a lustrar
Sono de boa noite.
Sonhe sonhos docemente por mim
Sonhe sonhos docemente por você.


Agora está na hora para dizer boa noite
Sono de boa noite apertado.
Agora o sol apaga a luz dele
Sono de boa noite apertado.
Sonhe sonhos docemente por mim
Sonhe sonhos docemente por você.


Boa noite de boa noite todo o mundo
Todo o mundo em todos lugares.
Boa noite.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Viviane Godinho - A garota do cabelo de fogo


Certa vez eu cochilei durante uma aula durante o primeiro semestre. Ao acordar a primeira imagem que vi a minha frente foram uns cabelos vermelhos sobre o encosto de uma cadeira. Cabelos esses idênticos ao de uma contracapa de um cd de Ana Carolina. Fiquei hipnotizado com aqueles cabelos. Por tamanha semelhança. Ao abrir o campo de visão, vi que quem estava a minha frente era uma garota de quem eu tenho bastante consideração e partilhou muitos momentos comigos nestes semestres que estive na UnB (pena não terem sido muitos, mas foram marcantes).

O nome dela é Viviane Godinho. A garota do cabelo de fogo. Fogo tal qual sua personalidade. Quando digo que sua personalidade é de fogo, é devido a força que ela tem e carrega consigo. Que aquece a quem está a seu lado (e sente abrigado) e pode também chamuscar a quem por acaso resolva consigo brincar. De temperamento forte, isto virou sua marca registrada, é algo que para quem a conheci transformou-se em sua principal personalidade, e qualidade por assim dizer. Pois muitos queriam tê-la e não tem.

Esta garota de temperamento de fogo algumas vezes se esvai em lágrimas (como todo fogo, há águas que a fazem cessar, mas não apagam). De ti tenho várias lembranças. Uma que guardo no coração foi ao final da apresentação da aula final do primeiro semestre, ela ter se entregue a lágrimas, e não se contendo ter dito que aquele momento e aquelas pessoas tinham mudado o modo de ela ver o mundo. Confesso quase não me conter também.

Vivi (Bibian como muitos a chamavam) do grupo que entrou no 02°/2004 vespertino e seguiu o fluxo, foi a primeira a se formar. Pude contribuir a monografia dela indiretamente e dela foi a primeira monografia que assiti. Naquela tarde, como em outros momentos, foi difícil conter as lágrimas. Vi ali, pessoas que estiveram a seu lado durante este caminho, professores que contribuiram a sua formação e seus mestres de vida, seus pais. Via seu nome na parede, antevendo o meu no futuro. Ouvi palávras de afago de seus orientadores. E no final, o veredito que todos esperam neste momento. Seguiram-se lágrimas, risos, alegria, abraços, desejos de felicidades e prosperidade.

Outras pessoas daquele semestre, também se formaram, mas foi ela quem me convidou a particpar de sua colação de grau. Foi a ela que foi feita torcida organizada. E a quem todos do 02°/2004 estava ali para abraçar e confraternizar. Novamente ali, vi a garota de fogo abrandando suas chamas através de lágrimas e sorrisos de alegria. De trabalho cumprido. Ao se ver jogado o canudo e correr aos abraços de seus amigos e irmãos de fé.

Certa vez eu disse a alguém e repito a ela: É MUITO FÁCIL TORCER PARA QUEM SE ESFORÇA E FAZ ACONTECER. PORQUE ELA FARÁ POR ONDE. SEMPRE TORCEREI POR ESSA GAROTA POR ISSO.

Mesmo se um dia o destino nos colocar em destinos opostos (lugares e situações diferentes), saiba que sempre fará parte de minhas lembranças e famosas histórias. Obrigado por ter feito parte delas.

OBS: A foto acima postada já havia sido publicado em um post anterior e será repostada futuramente. Eu havia prometido este posto ao final de sua apresentação de monografia, e só agora consegui postar. Não sei se vale a frase: Antes tarde do que nunca, mas aqui está ela!!!


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

MOMENTOS INESQUECÍVEIS DA FE 07 - PORQUE AS ROSAS ERAM TODAS AMARELAS...

Foto: Gabriella Nascimento

As Rosas Eram Todas Amarelas

Jorge Ben Jor

Composição: Jorge Ben Jor

O adolescente, o ofendido, o jogador, o ladrão honrado
Todos sabiam mas ninguém falava
Esperando a hora de dizer sorrindo

Que as rosas eram todas amarelas Que as rosas eram todas amarelas, que as rosas eram todas amarelas

Lendo um livro de um poeta, á á á á da mitologia contemporânea
Á á á á á
Sofisticado senti que ele era á á á á
Pois morrendo de amor... Renunciando em ser poeta dizia
Basta eu saber que poderei viver sem escrever mas
Com o direito de fazer quando quiser
Porque ele sabia mas esperava a hora de escrever que as rosas


Que as rosas eram todas amarelas que as rosas eram todas amarelas Que as rosas eram todas amarelas

O adolescente (o adolescente), o ofendido (o ofendido)
O jogador (o jogador), o ladrão honrado (o ladrão honrado)
Todos sabiam (todos sabiam)
Mas ninguém falava esperando a hora de dizer sorrindo
Que as rosas eram todas amarelas


domingo, 9 de novembro de 2008

SOL DE PRIMAVERA

A minha homenagem a Sol
que renasce a cada primavera,
ao sol que brilha a cada primavera,
ao ipê que floresce a cada primavera,
ao mês de setembro, o mês dela
A primavera.



Sol de Primavera

Beto Guedes

Composição: Beto Guedes / Ronaldo Bastos

Quando entrar setembro
e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
onde a gente plantou juntos outra vez

Já sonhamos juntos
semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
no que falta sonhar

Já choramos muito,
muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção
que venha nos trazer

Sol de primavera
abre as janelas do meu peito
a lição sabemos de cor
só nos resta aprender...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

POR ONDE ANDEI...

Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC - Florianópolis - SC - junho de 2008
EVENTO: Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE)


Cruzamento da Avenida Ipiranga com a Avenida São João - São Paulo - SP - Julho de 2008
EVENTO: TURISMO (rsrsrs)


Universidade de Campinas - UNICAMP - SP - Julho de 2008
EVENTO: ENAPET


Universidade Federal do Espírito Santo - UFES - ES - Julho de 2008
EVENTO: ENEPE



UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA -UnB - DF - 01° E 02° SEMESTRE DE 2008
EVENTO: ... (rsrsrs)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

UMA FOTO BEATLE

Eu sempre quis tirar uma foto Beatle. Já pentelhei a Gabriela, e tantas outras pessoas para que isso ocorresse. No caso já fiz uma tentativa de repoduzir a capa do disco HELP na Ilha de Algodoal em Belém. Mas a foto está perdida (espero que temporariamente).

São tantas opções, mas a que eu queria ter tirado mesmo, era a capa do disco ABBEY ROAD. Com tantas faixas de pedestres aqui em Brasília e alguns horários sem trânsitos, nunca aconteceu de sair esta foto. Seríamos de início Eu, Luís e Gabriela. E quem mais se sujeitasse a paticipar. Frustado com esta falta (de iniciativa de todas as partes), desisti da idéia, (mesmo tendo acontecido a tal foto de Algodoal).


JOHN-RINGO-PAUL-GEORGE

Porém me deparei dia desses com uma foto que me chamou a atenção do arquivo que me foi entregue pela Gabriela do primeiro ano dela com sua máquina fotográfica (maio de 2005 - junho de 2006). Nesta foto mostra um trio (que na verdade era um quarteto, falta uma das componentes na foto) que não se desgrudavam e queriam aparecer na foto. Este trio (quarteto) não se desgrudavam, até confirmaram casório. Uma era marida da outra, tamanha fidelidade que tinham. Por coincidência do destino irão se formar juntas também (eu acredito pelo menos).


JOSIANE-GABRIELLA-ANA PAULA

Elas fizeram parte de minha vida (como os Beatles fizeram), seus sorrisos ainda fazem parte de minhas lembranças. Seus estilos e jeito de ser, sempre farão parte de minhas histórias. E suas histórias sempre farão parte de uma maior (onde eu me incluo também).


CARPE DIEM

Obs: O quarto membro do texto que não consta na foto é a Karen (Ema).

CLUBE DA ESQUINA I - EM ALGUMA ESQUINA DA SAVASSI - BH ...

Em um bar de esquina da Savassi sob um sereno frio de 11 graus de Belo Horizonte.
(Mineirinha que lê meu blog, esta também é para você)


"Porque se chamavam homens
Também se chamavam sonhos

E sonhos não envelhecem.
E lá se vai mais um dia"






Clube da Esquina ll

Milton Nascimento

Composição: Milton Nascimento / Lô Borges

Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem se lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, asso, asso
Asso, asso, asso, asso, asso, asso

Porque se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos
Calmos, calmos, calmos

E lá se vai mais um dia


E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração na curva
De um rio, rio, rio, rio, rio

E lá se vai...
E lá se vai...
E o rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio-fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente, gente
Gente, gente, gente, gente, gente

terça-feira, 4 de novembro de 2008

ENEPE 2008 - Saudades do pessoal de Rio Claro

Antes de mais nada agradecer a Paty (Patrícia Abdalla) pelas fotos enviadas. Saiba que se depender de mim esta amizade será eterna como estas lembranças (como a todos de Rio Claro que eu conheci).

Esta foto foi tirada em um restaurante a beira mar (nosso RU daquele instante, rsrsrs) em Jacaraípe - ES. Na dúvida entre ir a Guarapari e Jacaraípe fomos a Jacaraípe e não nos arrependemos do que encontramos. Foi uma tarde alegre um almoço maravilhoso. Grandes descobertas aconteceram lá.

Nesta foto estão Paty, Dalila, Gabi, Josy, Binho (harry Potter, rsrsrs), Rogério (mais conhecido como eu, rsrsrs), Karen, Rangel e Liliane.
Nunca tinha visto o mar e o horizonte como aquele e a companhia que se seguiu foi fantástica. Nunca um peixe para mim foi tão gostoso. Nunca pensei qeu fosse gastar tanto em um almoço. Esquecer do tempo e dormir na areia da praia, sobre a sombra de uma árvore, deixando o vento bater no corpo, esquecer do tempo, comer bombom de sorvete de chocolate, chegar a beira do cais...


Os conheci porque eles eram meus vizinhos de colchonetes, foram as primeiras amizades que fiz em Vitória. E o pior é que os encontrei de vista na rodoviária de Campos devido uma blusa da Pedagogia clara que chamava atenção, rsrsrs.
Eles eram somente em 04, talvez isso tenha feito com que eles tivessem se unido ainda mais do que eram. Para mim, era como se eles fossem irmãos. E agiam como tal. A foto sequente demosntra e ilustra o que presenciei, este sorriso é contagiante, gosto de vê-la. Representa o que eles eram.
Como já dito a Paty, agradeço e muito por tê-los conhecidos.
Obrigado!!!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

PIRI FEST II - O RETORNO!!!!

PARECE QUE VAI ROLAR ROLAR PIRI NOVAMENTE, RSRSRSR

(as últimas duas fotos que me restaram de Pirinópolis depois que misteriosamente TODOS, EXATAMENTE TODOS meus arquivos de fotos sumiram!!!!)


terça-feira, 14 de outubro de 2008

UMA MÚSICA PARA REFLETIR... (TURN TURN TURN - THE BIRDS)

Porque para tudo na vida há um momento...
E todo momento há um propósito...


Vire, vire, vire...(Para tudo há uma época)

The birds
Trilha sonora do Filme Forrest Gump


Para tudo (vire, vire, vire)
Há uma época (vire, vire, vire)
E um momento para cada propósito, sob o céu

Um momento para nascer, um momento para morrer
Um tempo para plantar, um momento para colher
Um momento para matar, um momento para curar
Um momento para rir, um momento para prantear

Para tudo (vire, vire, vire)
Há uma época (vire, vire, vire)
E um momento para cada propósito, sob o céu

Um momento para edificar, um momento para desmoronar
Um momento para dançar, um momento para se condoer
Um momento para livrar-se de pedras, um momento para reunir pedras

Para tudo (vire, vire, vire)
Há uma época (vire, vire, vire)
E um momento para cada propósito, sob o céu

Um momento para amor, um momento para ódio
Um momento de guerra, um momento de paz
Um momento em que você deve abraçar, um momento para abster-se de abraçar

Para tudo (vire, vire, vire)
Há uma época (vire, vire, vire)
E um momento para cada propósito, sob o céu

Um momento para ganhar, um momento para perder
Um momento para rasgar, um momento para costurar
Um momento para amar, um momento para odiar
Um momento para paz, eu juro que não é tarde demais

sábado, 23 de agosto de 2008

A FACULDADE DO IPÊ AMARELO


A FACULDADE DO IPÊ AMARELO

Versão : Rogério Furtado Magalhães

Em Brasília situado
Darcy Ribeiro idealizado
Athos Bulcão em seus azulejos.

A Faculdade do ipê amarelo (2x)

Tem Papirus, Dois Candangos
Árvores para todo lado
E um boto psicodélico?

Na Faculdade do ipê amarelo (2x)

Educação por todo canto
Um Bom papo no Hildebrando
“Por do Sol”, ninguém é de ferro!!!

Na Faculdade do ipê amarelo (2x)

Chacrinha, Dimitri, Aureliano
Conde, Boi, Tatu, Kromado,
Marquinho, Willys e o Rogério...

Na Faculdade do ipê amarelo (2x)










segunda-feira, 18 de agosto de 2008

CAMINHANDO CONTRA O VENTO...




Alegria, Alegria

Caetano Veloso

Composição: Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não...

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou...

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...

Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...


FOTO TIRADA NA ILHA DE ALGODOAL - BELÉM - JULHO DE 2007